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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Livrospectiva 2013

Oi, gente.

Eu sei que sumi por uns tempos, mas agora estou de volta! Ano novo, metas novas (ou não). E para definir novas metas, nada melhor do que olhar pra trás e ver o que já foi feito. Quanto aos livros, minhas metas anuais não mudam muito: ler no mínimo 12 livros por ano. Ser ler mais, bem. Se não ler, bad girl.

Então resolvi fazer uma livrospectiva do ano passado. Li um total de 20 livros! Pode não parecer muito, mas em meio à correria de textos da Universidade pra ler, foi um feito!

Especiais - Scott Westerfeld
Jogos Vorazes - Suzanne Collins
Em Chamas - Suzanne Collins
A Esperança - Suzanne Collins
The Southern Vampire Mysteries - Definitivamente Morta - Charlaine Harris
Albert Einstein e seu Universo Inflável - Dr. Mike Goldsmith
The Walking Dead - A Ascensão do Governador - Robert Kirkman, Jay Bonansinga
Passion - Lauren Kate
O Corvo e suas traduções - Ivo Barroso
A hora da Estrela - Clarice Lispector
A Morte de Ivan Ilitch - Tolstói
Uma noite e seis semanas - Thiago Morini
Fallen in Love - Lauren Kate
A menina que roubava livros - Markus Zusak
A culpa é das estrelas - John Green
A Guerra dos Tronos - As crônicas de Gelo e Fogo - George R. R. Martin
Éramos Seis - Dupré
Um conto de Natal - Charles Dickens
A sala de aula eficiente - Gerard Dixie
O planejamento de aulas bem-sucedidas - Graham Butt



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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

[livro] A menina que roubava livros vs. A culpa é das estrelas

[spoiler]



Realmente, “quando a Morte conta uma história, você deve parar pra ler.” Deve para ler, mas não apenas ler por ler. Deve refletir, pensar, sofrer, chorar. Quando a morte conta uma história, você deve estar totalmente imerso nessa história.



Se eu chorei enquanto lia A culpa é das estrelas, não é nada comparado com A menina que roubava livros. Se chorei a morte de Gus, não foi nada perto das idas de Max. Se sofri a dor dos pais de Hazel, não foi nada perto da dor da mãe de Liesel ao carregar o filho morto e depois entregar a filha para ser criada por outras pessoas.



É claro que sabia desde o começo que haveria morte seguida de morte em ambos os livros. Se eu torcer A culpa é das estrelas, o que vai sair serão células cancerosas, com um toque de Amsterdã. Se eu espremer A menina que roubava livros, o que vai sair é nada mais nada menos que a Segunda Guerra Mundial, cheia de sofrimento, dor, judeus massacrados, familiares e amigos mortos na guerra, e claro, a Morte.



Ah, a Morte. Uma história narrada pela morte. Uma outra visão, embora não menos sofrida, de uma época marcada pelos massacres e pelo sofrimento. Uma visão da Morte sobrecarregada de tantas almas a carregar, e ao buscar uma dessas almas conhece a garota. Uma visão da Morte que encontrou a garota três vezes ainda em vida. Uma visão da Morte. Nada mais. Uma história com um toque de efeito borboleta, que nos prende a cada palavra. Afinal, teria Liesel sobrevivido no porão se não fosse o caderninho preto dado por Ilsa Hermann? Teria Ilsa sido cativada por Liesel caso Rosa Hubermann não tivesse dado à garota a tarefa de levar e buscar as roupas sujas? Não. O roubo dos livros da biblioteca de Frau Hermann feitos pela garota Meminger, a maioria com Rudy acompanhando e ajudando (na medida do possível), é a chave de toda a história.



Rudy, o garoto com cabelos cor de limão. Que como disse a própria morte, morreria sem o esperado beijo de Liesel. Rudy, o garoto que poderia ter sobrevivido ao bombardeio.



São tantos “se” que poderiam ser encaixados aqui. São tantos “se” que poderiam ter aliviado o sofrimento de alguns personagens. São tantos “se” que mudariam por completo o rumo da história. Se... se... se... O fato é: a história é triste. Comovente. Marcada pelos horrores de Hitler. Marcada pelo sofrimento de crianças e adultos, cristãos e judeus. Marcada pela guerra.


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